Fontenelle

Compartilhar:

Todos os homens se enganam, mas só os grandes homens reconhecem que se enganaram.

Não vos tomeis a vida demasiado em sério; de todos modos não saireis vivos desta.

Se tivesse minha mão fechada cheia de verdades, me guardaria muito bem de abrí-la.

Esperar uma felicidade demasiado grande é um obstáculo para a felicidade.

As paixões são como os ventos, que são necessários para dar movimento a tudo, ainda que com freqüência sejam causa de furacões.

A vaidade é o amor-próprio que se exibe. A modéstia é o amor-próprio que se oculta.

A economia, que é uma virtude, é uma necessidade na pobreza, um ato de juízo na mediania, e na opulência um vício.

Uma ideia nova é uma cunha que só se pode fazer entrar pela frincha mais larga.

O que mais ardentemente se desejou, baixa de valor logo que se obteve, e basta que as coisas passem da nossa imaginação para a realidade, para logo se notar a perda.

Todas as verdades se iluminam mutuamente.

Nas ligações do coração, como nas estações, os primeiros frios são os mais sensíveis.

Para a honra dos grandes acontecimentos é, muitas vezes, necessário que as causas fiquem ocultas.

A censura que se pratica sobre as obras alheias não determina necessariamente a produção de obras melhores.

Temos de amar e não deixar de viver.

O orgulho é o complemento da ignorância.

Uma circunstância imaginária que nós gostamos de acrescentar às nossas aflições é acreditar que seremos inconsoláveis.

É verdade que não podemos encontrar a pedra filosofal, mas é bom que ela seja procurada; procurando-a, descobrem-se muitos bons segredos que se não procuravam.

Só raramente conseguimos que nos amem, mas é sempre possível fazer com que nos estimem.

É a beleza que começa a agradar e a ternura completa o encanto.

A beleza do espírito, causa admiração; a da alma, estima; e a do corpo, amor.


Compartilhar:

Você pode gostar...

Deixe uma resposta