Cazuza

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Qualquer droga faz mal. Eu acho que a maconha faz mal, a cocaína faz mal, álcool faz mal, mas eu…não posso causar mal nenhum a não ser a mim mesmo.

Agora eu consigo, se Deus quiser…

Ainda não sou gênio, mas chego lá porque nunca quis pouco. E sinto que estou mais perto do que nunca.

Nunca sofri por amor. Ninguém mereceu meu sofrimento.

Sou muito egoísta, centrado em mim mesmo, para me incomodar com os outros.

Não estou amadurecendo para apodrecer. Estou maduro, mas fresquinho no galho, pronto pra ser comido.

Não tenho culpa por ser filho de pai rico, e porque as coisas foram mais fáceis para mim.

Eu queria me mostrar. Cantava para arranjar broto e para mostrar para o meu pai que eu era o bom.

Se pedem uma música, uma semana depois vou lá com a fita.

Eu componho com facilidade, é um dom que eu tenho.

Como é estéril a certeza de quem vive sem amor.

Eu queria te dar a lua, só que pintada de verde.

O Caetano (Veloso) rebolava e fazia tudo para chocar João Gilberto. E aí, então, a gente tem que chocar os ídolos da gente.

O amor é o ridículo da vida. A gente procura nele uma pureza impossível, uma pureza que está sempre se pondo. A vida veio e me levou com ela. Sorte é se abandonar e aceitar essa vaga ideia de paraiso que nos persegue, bonita e breve, como borboletas que só vivem 24 horas. Morrer não doi.

A música rock veio mudar as tradicionais músicas dos homens de negócios para uma música mais livre e sem preconceitos. A música rock reflete um comportamento erótico, para alguns destrutivo, mas na minha opinião é apenas um meio de desabar as estruturas. A música americana popular até mais ou menos 1960 estava prêsa aos empresários, homens de negócios que comandavam toda a publicidade da TV, que mandavam e desmandavam nos artistas, e isso não dava liberdade artística para os compositores. A música rock trouxe uma nova concepção de som e música.
Obs.: Em uma redação escolar escrita em 1971.


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