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Janis Joplin

Todo mundo já esteve apaixonado e foi abandonado, e todo mundo já teve alguém que amou de verdade e que não foi capaz de amar. E isso é dor e é sofrimento, e é dessas coisas que eu falo quando canto, preciso acreditar nas palavras senão não consigo cantar. E lá estou eu expondo a minha alma, meus sentimentos, tudo o que tenho por dentro, e se olho a platéia e eles não estão entendendo, é como um soco na cara.

Nunca fui capaz de controlar meus sentimentos, mantê-los lá dentro. Antes, isso estragava a minha vida, sempre fui uma vítima de mim mesma. Eu vazia coisas erradas, fugia, ficava maluca. Agora faço esse sentimento trabalhar para mim, através da música, ao invés de me destruir.

Eu trocaria todos os meus amanhãs por um único ontem.

Tudo é sentimento… como sexo, só que mais abrangente. É uma mistura de amor, desejo e calor; aquela coisa em nossos corpos que todos nós sacamos… Quando estou cantando não penso. Só fico ali, com os olhos fechados, sentindo, me sentindo bem.
Obs.: Em uma entrevista a Hubert Saal do Newsweek em 24 de fevereiro de 1969.

Minha música é sobre o sofrimento, sua vigência. Sua presença.

Se você não quer nada, não se conforma, você não sente dor, sofrimento. Blues é querer uma coisa que você não tem.

Algumas vezes a música é a única forma de melhorar a vida!

Vivo para o momento das apresentações, cheia de emoção e excitação, como esperando por alguém a vida toda.

Largue-se e você será muito mais do que jamais sonhou ser.

Eu nunca vou conseguir ser um astro como Dylan ou Hendrix por que eu sempre falo a verdade…

A coisa que eu aprendi sobre ser artista, é que aqueles momentos no palco são tudo.

Meu negócio é aproveitar e me divertir. E por que não, se no fim tudo vai acabar mesmo?

Algum dia eu ainda irei compor uma música que explique o que é fazer amor com 25.000 pessoas durante um show e depois voltar para casa sozinha.

A única coisa que se tem e que realmente vale são os sentimentos. Isto é que é música para mim.

É preferível viver 10 anos intensamente à 70 anos vegetando em frente a uma televisão.

Eu canto com a minha alma, com o meu corpo, com o meu sexo… Eu canto toda!

Não se venda: você é tudo o que tem!

Estão me pagando US$50.000 por ano para que eu seja como eu sou.

Se me importo com o que dizem de mim? O pior que podem falar de mim é que nunca estou satisfeita com nada.

O amanhã nunca chega… é sempre a mesma porra de dia.

Sou uma tartaruga escondida em seu casco, bem protegida.

Costumo ter problemas nos bares por causa de minha aparência. Entao, ou você fica furiosa e vai embora, ou mostra o dinheiro e obriga os idiotas a engolirem você.

Nos meus shows, a maioria das garotas estão procurando liberação, e elas pensam que eu vou lhes mostrar como se consegue isso. Mas na primeira fila sempre ficam as grã-fininhas, as comportadinhas, as putinhas reprimidas que ficam esperando todo mundo começar a gritar e dançar para poderem dançar e gritar também. Elas chegam num determinado ponto que eu sei que estão prontas, mas não têm coragem. Então precisam de um pé-na-bunda para se levantarem também. Aí é que eu entro: eu lhes dou esse chute na bunda! eu fui criada exatamente como elas. Sim. Logo, eu sei o que elas têm nessas cabecinhas estúpidas e vazias.

Às vezes olho para minha própria cara e acho que ela está bem ‘rodada’. Mas, considerando tudo pelo que já passei, não me acho tão mal assim.

Tenho medo de acabar me tornando uma dessas velhas bêbadas e roucas, que ficam vadiando pela rua assediando rapazinhos.

Posso não durar tanto quanto outras cantoras mas sei que posso destruir-me agora se me preocupar demais com o amanhã.

Acho que nunca mais encontrarei um grupo tão bom. Ainda gosto muito deles, como sempre gostei. Acho que nossa separação não foi culpa de ninguém, simplesmente aconteceu. A gente vivia numa atividade contínua desde que a gente explodiu, e eu te digo, isso é muito desgastante. Chegou uma hora que não havia mais sinceridade onde eu cantava.
Obs.: Janis em 1970, uma de suas últimas entrevistas.

Acho que o público gosta de ver seus artistas prediletos sofrendo. Especialmente se forem cantores de blues! ‘Oh… Billie Holliday é Junkie… ela morreu… oh…’ Bem, eu digo que não vou dar esse gostinho à ninguém: estou aqui para me divertir e vou tentar curtir a vida ao máximo.
Obs.: Janis, num comentário sobre Billie Holliday, uma de suas maiores influências.

Eu quero ver como vai ser a música daqui a uns cinco anos. Eu comecei com música rudimentar, mas os jovens de hoje têm uma base musical incrível: Eles possuem a liberdade completa que o rock conseguiu! Eles cresceram ouvindo Jefferson Airplane, Milles Davis, Grateful Dead, enfim, todo mundo. Ah! Mal posso esperar para ver o que essa garotada vai estar tocando daqui a cinco anos!!! Só espero estar por lá nesta época. Quero cantar com eles, ou, pelo menos, ter grana para vê-los tocar.

MInha música não é para fazer ninguém se rebelar. É para fazer as pessoas quererem trepar.

Amo ser uma estrela mais do que a vida em si.

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